| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Galliformes |
| Família: | Cracidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | P. pileata |
O jacupiranga é um galliforme da família Cracidae. Também conhecido como jacu-de-cocoruto-branco.
Penelope pileata tem uma distribuição relativamente pequena para um cracídeo da planície amazônica, e sofre caça intensa como fonte alimentar e espécime para aviários, e vive em território que sofreu intenso desflorestamento na Amazônia brasileira, sendo listada pelo Bird Life Internacional (2004) e pela IUCN como Quase Ameaçado. A parte mais crítica de sua distribuição inclui a região do rio Tocantins. Em sua distribuição mais ao oeste, a espécie ocorre em áreas extensas ocupadas por reservas nativas grandes com densidade populacional humana muito baixa, e um mosaico complexo de desflorestamento para pastagens e cultivo de soja e algodão ao longo da rodovia BR-163 , a rodovia Transamazônica, e um complexo de pistas entre os rios Tapajós e Xingu (Souza et al. 2004), e também em várias reservas biológicas, parques nacionais, e reservas de extrativo. Ambos, os indígenas e colonizadores caçam P. pileata como fonte de alimentação, e suas penas são apreciadas como ornamentos de flechas e outros usos. Com a falta de pesquisas de campo detalhadas, não há informação real sobre o status verdadeiro da espécie em qualquer lugar de sua distribuição, e seu limite sul é desconhecido.
Seu nome científico significa: do (latim) pene = quase; e do (grego) lophos = crista; e do (latim) pileata, pileatum, pileatus = com píleo. - Ave com píleo e crista parcial.
Mede entre 75 e 82,5 centímetros de comprimento e pesa entre 1100 e 1600 gramas.
Esta espécie florestal é um dos mais coloridos componentes do seu gênero, apresentando um contraste muito forte entre a cor escura das asas e cauda e sua porção inferior do corpo notadamente castanha. A fronte é provida de pequenas penas brancas. A crista é relativamente desenvolvida, com penas brancas margeando e contrastando com sua face nua e cinzenta. O queixo é preto com finas penas alongadas. A barbela é vermelha. O pescoço, peito, ventre, calções e crisso são castanho-avermelhados, sendo a coloração mais intensa no pescoço e nuca da ave. As penas do peito têm as bordas brancas conferindo a aparência de um estriado branco em fundo castanho. As partes superiores, incluindo também as retrizes centrais são escuras com reflexos oliváceos. As penas do dorso e das coberteiras apresentam as bordas branco acinzentadas. As rêmiges primárias são escuras com um leve brilho acastanhado. Na cauda, as retrizes exteriores são pretas e apresentam nas bordas exteriores um brilho oliváceo.
A face é nua e cinzenta com poucas penas pretas dispersas na parte frontal e superior da face criando uma distinta linha divisória entre o faixa superciliar branca e a cor escura da face.
O macho da espécie apresenta as íris avermelhadas. Na fêmea, elas são de coloração castanho claro.
Os tarsos e os pés são rosados com as garras escuras. O bico é preto, tanto no macho quanto na fêmea da espécie.
Ao nascer, os filhotes têm na cabeça, uma tarja preta distinta delimitada por listras amarelas acinzentadas. As asas são de coloração marrom escuro com listras amareladas, suas penas são escuras com barras amareladas. A partir dos dois meses de idade, os jovens já têm a plumagem bastante próxima da plumagem dos adultos, sendo que sua barbela é de coloração rosada.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Sua postura é de 3 ou 4 ovos, sendo que 3 ovos parece ser o padrão mais consistente. A forma dos ovos é elíptica. Mede cerca de 8 centímetros de comprimento por 5 centímetros de largura e pesa pouco mais de 100 gramas. Ao nascer, os filhotes pesam entre 64 e 70 gramas. Aos 30 dias, elas estão com cerca de 240 gramas em 90 dias, eles atingem 550 gramas. As barbelas sob o queixo aparecem depois de 60 dias e são de coloração rosa pálido.
É encontrada em floresta íntegra de terra-firme, assim como florestas não muito perturbadas ou de crescimento secundário relativamente avançado. Em Redenção, Pará, a espécie foi encontrada em florestas recentemente queimadas para exploração de mogno e florestas ribeirinhas que tinham escapado da queimada.
Habita a copa e o estrato médio de florestas primárias densas e de florestas de galeria. Seu comportamento é semelhante ao do jacupemba.
Encontrado exclusivamente no Brasil, na região compreendida entre os baixos rios Madeira e Xingu (Gorotire e Altamira) até o leste do Pará, Maranhão e Tocantins. Pode chegar a ocorrer no Mato Grosso e extremo norte de Goiás.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: